domingo, 21 de agosto de 2016

Ah! Uma viagem...

Acabei de voltar de Minas Gerais. Quase uma semana em Viçosa, na casa de parentes de um grande amigo, e agora mais três dias na casa da minha avó, que fez 98 anos nesse fim de semana.

Acho engraçado como uma viagem consegue mudar nossa perspectiva de vida.

Vinha em um ritmo forte de trabalho, de pensamentos e - sobretudo - de preocupações. Preocupações sobre dinheiro, mestrado, tempo, relacionamento e por aí vai. Nenhuma preocupação fora do padrão para um jovem adulto de 24 anos dos dia de hoje.

Mas tomei a decisão de viajar um pouco antes das férias começarem...

Não tinha certeza se valia a pena viajar: as passagens estão caras e eu tinha "grandes planos" para o tempo livre que iria passar: realizar leituras atrasadas, organizar algumas obras que preciso fazer em casa e tentar economizar alguma grana ficando em casa e vendo séries atrasadas (aliás, estou no aguardo ansiosamente da estreia da segunda temporada de Narcos!). Mas tinha tempo que não viajava: quase um ano direto de Rio de Janeiro!

E assim, me aventurei pelo interior de Minas. (...)

Entre pães de queijos, linguiças especiais, feijão vermelho e muito carinho diretamente das terras mineiras, voltei extremamente feliz e realizado. Continuo com muita coisa pra fazer, como é típico da minha pessoa. Mas me lembrar que o mundo é muito mais que as minhas demandas e meu umbigo me fez diminuir a minha ansiedade.

Na verdade, acho que é essa a grande magia das viagens: nos tirar do nosso cotidiano, dos nossos pensamentos e desejos comuns para lembrar-nos da grandeza do mundo. De como há brilho em outras culturas. De lembrar como somos pequenos nesse mundão e que a vida não precisa ser difícil. Que há beleza em diferentes formas de ver o mundo.

E o interior de Minas tem um quê de especial: aquele jeitinho tranquilo do mineiro de ser, que come quieto, que passa mais tempo na cozinha do que na sala, que valoriza o lanche do café com leite e termina boa parte das histórias com "trem" e "uai".

E recomeço o ano agora: depois dessas férias e olimpíadas, bateria recarregada de subjetividades, carinho familiar e energia para o restante do ano.







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